Quando a música vira cinema e influencia o cinema

A Origem, o grande sucesso de Christopher Nolan (o mesmo diretor de Batman – O Cavaleiro das Trevas) que estreou em agosto de 2010 nos cinemas brasileiros, demorou um bom tempo para ser realizado. Depois de 10 anos trabalhando no roteiro do filme, Nolan finalmente conseguiu finalizar seu projeto. Uma de suas inspirações foi o longa “The Wall”, da banda Pink Floyd, que fascinou o diretor por sua narrativa não-linear e seu modo de lidar com as memórias. O resultado foi uma produção visualmente instigante e inteligente, onde sua mente se transforma na cena do crime. The Wall é um filme de 1982, feito pela MGM, dirigido por Alan Parker e no papel principal o cantor inglês, Bob Gedolf. O filme conta a história do jovem Pink, que perde seu pai na 2º Guerra Mundial e isso faz com que aproxime-se muito de sua mãe. O garoto passa a ser zoado e mal tratado na escola, não tem muitos amigos e é fechado. Ele cresce, se torna uma estrela do rock e casa-se com uma groupie, mas sua vida é vazia. Depois de descobrir uma traição de sua mulher, ele tenta se matar. Por conta das drogas, ele começa a pirar e imaginar que é o lider de uma banda nazista e faz shows com essa idéia, maltratando as minorias e erguendo um muro imaginário a sua volta. Nesse ponto, o filme começa mesmo a ter uma grande viagem, com momentos surreais e partes em animação, feitas por Gerald Scarfe. É um filme um tanto confuso e denso, mas que vale a pena ser assistido, tanto por quem é fã de música, quanto de cinema. E daí, sacar qual foi a de Nolan, pra usar inspirações na obra de cinematográfica de Alan Parker e na musical e Roger Waters.
Pink Floyd: The Wall





